Dia desses eu tomei coragem e fui ao cinema com uma amiga. Fomos a um desses "blockbusters", tipo Cinemark ou UCI, não me lembro ao certo do nome desses cinemas enormes de São Paulo. Enfim, vi um filminho meia-boca cujo nome me foge agora (ê memória), mas fiquei impressionado com as instalações do cinema. Acho que eram 20 salas. No corredor principal há lojinhas com pipoca e refrigerantes a preços extorsivos, as usual.
Antes do filme passou uma propaganda da Häagen-Dazs, e olhem só: assim que a propaganda acabou entrou na sala um caixeiro-viajante vendendo potinhos promocionais do sorvete. Vejam só os rumos que o capitalismo está tomando. Daqui a pouco nossa privacidade será invadida de forma mais incisiva ainda, aguardem. Já imagino um casal pelado no motel começando o esfrega-esfrega sobre a cama, quando um vendedor de camisinhas, calcinhas comestíveis e gel sabor abacaxi com hortelã sai de baixo da cama falando da promoção imperdível.
Enfim, o que mais me chamou a atenção no cinema foi um tapete. Sim, um tapete. No corredor das 20 salas há um tapate vermelho enorme com o script de Taxi Driver escrito com uma fonte bacana de máquina de escrever. Fiquei pasmo com idéia. E o mais legal: você tem que ler no mínimo 1/4 do tapete pra se ligar de qual filme se trata. Ou seja, pessoas comuns pisam diariamente sobre a genial idéia sem fazer idéia do que se trata. Bacana, né?
Na saída do cinema você ainda leva um jornal, tipo o Estado de SP, na faixa.
Acho que estou começando a gostar de cinema. Mesmo com a entrada a 8 euros. Ah, esqueci de falar: os ingressos são numerados, ou seja, você ainda escolhe o lugar em que quer se sentar, podendo inclusive fazer a reserva pela internet. Tenho que assumir: aqui algumas coisas funcionam mesmo.
Antes do filme passou uma propaganda da Häagen-Dazs, e olhem só: assim que a propaganda acabou entrou na sala um caixeiro-viajante vendendo potinhos promocionais do sorvete. Vejam só os rumos que o capitalismo está tomando. Daqui a pouco nossa privacidade será invadida de forma mais incisiva ainda, aguardem. Já imagino um casal pelado no motel começando o esfrega-esfrega sobre a cama, quando um vendedor de camisinhas, calcinhas comestíveis e gel sabor abacaxi com hortelã sai de baixo da cama falando da promoção imperdível.
Enfim, o que mais me chamou a atenção no cinema foi um tapete. Sim, um tapete. No corredor das 20 salas há um tapate vermelho enorme com o script de Taxi Driver escrito com uma fonte bacana de máquina de escrever. Fiquei pasmo com idéia. E o mais legal: você tem que ler no mínimo 1/4 do tapete pra se ligar de qual filme se trata. Ou seja, pessoas comuns pisam diariamente sobre a genial idéia sem fazer idéia do que se trata. Bacana, né?
Na saída do cinema você ainda leva um jornal, tipo o Estado de SP, na faixa.
Acho que estou começando a gostar de cinema. Mesmo com a entrada a 8 euros. Ah, esqueci de falar: os ingressos são numerados, ou seja, você ainda escolhe o lugar em que quer se sentar, podendo inclusive fazer a reserva pela internet. Tenho que assumir: aqui algumas coisas funcionam mesmo.
Um comentário:
aqui no Frei Boneca tem uma ação de mkt parecida, o cara na propaganda na tela conversa com um idiota fantasiado na platéia. é meio constrangedor, mas é bacana. mas a melhor foi na Reserva Cultural, onde eles borrifam um aroma agradável na sala e depois passam propaganda da Albany ("o cheiro que vc está sentindo é Albany").
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